Candidato à reeleição pode pagar multa de até R$ 10 mil
A Procuradoria Regional Eleitoral (PRE/SE) representou contra o candidato à reeleição a governador do Estado, Marcelo Déda (PT), por propaganda irregular. A publicidade além de ter sido afixada em conjunto arquitetônico tombado no centro histórico de São Cristóvão ultrapassa os 4 m².
O conjunto arquitetônico de São Cristóvão é patrimônio histórico-cultural tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), pelo Estado de Sergipe e, recentemente, recebeu da Unesco o título de Patrimônio da Humanidade. O procurador eleitoral auxiliar Pablo Barreto explica que a lei proíbe a afixação de cartazes, de propaganda eleitoral ou não, em locais tombados.
Ainda segundo o procurador, não há como o candidato não saber que a propaganda está afixada lá, já que Déda promoveu uma carreata no centro histórico de São Cristóvão no início deste mês.
Outro problema apontado na representação assinada por Pablo Barreto são as dimensões dos cartazes que, em conjunto, ultrapassam os 4 m², limite previsto na legislação eleitoral para propaganda de candidaturas.
Pedido
Liminarmente, a PRE pede que a Justiça Eleitoral determine a retirada dos cartazes em 48 horas, sob pena de multa diária R$ 2 mil, em caso de descumprimento. A PRE requer ainda a condenação de Marcelo Déda ao pagamento de multa, no valor de R$ 8 mil, levando-se em conta o prejuízo causado ao patrimônio histórico-cultural em questão. Fonte: MPF
O motorista da carreta não foi encontrado no local
Na noite de terça-feira (10), por volta das 20 horas, um acidente grave evolvendo um caminhão Bi-trem, uma carreta e um carro de passeio Monza deixaram duas vítimas fatais no Km 103 da BR101, próximo ao Posto da Polícia Rodoviária Federal de São Cristóvão.
Bi-trem
De acordo com testemunhas, o carro foi imprensado pelo caminhão Bi-trem que saia do posto de combustível e pela carreta que vinha atrás. O motorista José Ireno Fonseca de 41 anos e o passageiro Everaldo Martins de 33, morreram na hora. O condutor do bi-trem saiu ileso e o da outra carreta não foi encontrado no local.
As vítimas ficaram presas nas ferragens
Familiares se deslocaram até o local do acidente e entraram em desespero ao virem os parentes sem vida, presos nas ferragens.
Uma investigação efetuada pela delegacia regional do município de Lagarto culminou no início da manhã desta quarta-feira, 10, com a realização de uma grande operação nas cidades de Lagarto, Simão Dias e Paripiranga na Bahia, envolvendo efetivos das policias Civil e Militar.
Estão sendo cumpridos 20 mandados de busca e apreensão e 13 de prisão. Foram presas até o momento sete pessoas envolvidas nos crimes de pistolagem, roubo e tráfico de drogas. De acordo com a polícia, quatro criminosos que comandavam a organização criminosa que atuavam na região foram mortos em troca de tiros com os policiais.
Foram apreendidos dez quilos de maconha, nove armas de fogo e veículos irregulares. “Um dos criminosos morava na cidade de Paripiranga e atuava nos municípios sergipanos. Ele foi preso na cidade baiana”, destacou o superintendente da Policiai Civil, João Batista.
Mais informações no decorrer do dia e na manhã desta quinta-feira, 12, durante coletiva à imprensa.
As fotos que publicamos abaixo são do www.lagartense.com.br que acompanhou toda a operação policial na região centro sul de Sergipe:
Fotos: A movimentação foi intensa em frente a Delegacia Regional de Lagarto
Carros apreendidos pela polícia na operação
Fotos: Operação no Povoado Queiroz
Policiais se protegeram nesta casa, na hora do tiroteio.
O representante no Brasil da Associação do Colleges Comunitário do Canadá (ACCC), Yannick Cabassu, está em Aracaju tratando de futuro convênio entre o Instituto Federal de Sergipe com o Canadá, que irá capacitar 45 mulheres que trabalham com pesca no povoado Taiçoca de Fora, em Nossa Senhora do Socorro, Grande Aracaju. A iniciativa está ligada ao Projeto Mulheres Mil que é executado em Sergipe pelo IFS. Nesta terça-feira (10), Yannick Cabassu participa de uma reunião, às 9 h, na prefeitura de Socorro, com gestores do Instituto Federal de Sergipe e o prefeito Fábio Henrique. Após o encontro, ele visitará a Taiçoca de Fora para identificação de variáveis para a AACC. Já à tarde, às 14h30, participará de reunião, na localidade chamada Arraial da Taiçoca de Fora, com as alunas da segunda turma do projeto Mulheres Mil em Sergipe. Entre as exigências para ingresso no programa está o envolvimento com a pesca local (catado de marisco e/ou a pesca direta); elevação de escolaridade; possuir filhos; morar na localidade de Taiçoca; além de estar disponível para estudar três dias no povoado e dois no Campus Aracaju do IFS. No Brasil, o projeto é implementado pela Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação a partir de um convênio com o governo canadense, que é representado pela Agência Canadense para o Desenvolvimento Internacional (CIDA/ACDI) e a Associação do Colleges Comunitário do Canadá (ACCC). A ação está sendo desenvolvida pelos institutos federais dos estados de Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Roraima, Sergipe e Tocantins. Além de promover a profissionalização das mulheres, o projeto vai viabilizar o acesso à formação cidadã. A meta é contribuir com as necessidades mais urgentes das comunidades atendidas. O objetivo é que o Mulheres Mil se transforme em uma política pública a ser implementada em todas as Instituições Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFETs) do País, ampliando a oferta para as mulheres desfavorecidas do Brasil.
Medo e indignação fazem parte da rotina de moradores no povoado Taboca, zona oeste do município de Nossa Senhora do Socorro. Com as constantes explosões de uma pedreira, realizada por um fábrica de cimento na região, algumas casas da rua da Caixa D’água estão em risco de desabamento.
Os moradores contam que a situação permanece assim há muito tempo. Segundo Avidete Protássio, 65, que vive há mais de 50 anos na região, os problemas parecem piorar a cada dia. “A minha casa está cheia de rachaduras nas paredes. A porta do meu banheiro nem fecha mais. Essas rachaduras começam no teto e vão até o chão. Isso não pode continuar assim. Eu não
Avidete mostra as rachaduras em sua casa.
quero perder minha casa”, afirma, preocupada.
O perigo não atinge somente as residências. Com os estrondos emitidos pela retirada do material das pedreiras, parte do paralelepípedo foi danificada. Segundo os moradores, em apenas dois anos metade da rua cedeu aproximadamente quatro metros, sendo que a outra parte está com o paralelepípedo danificado.
A prefeitura do município envia periodicamente um trator para acrescentar areia e brita na tentativa de recompor a rua, deixando-a transitável. “Isso não está adiantando nada, porque a rua continua cedendo e as casas da gente se rachando todinha”, relata Alberto de Jesus, outro
Antônio diz que com o estrondo as casas começam a balançar
morador.
Avidete conta que organizou um abaixo-assinado reivindicando providências rápidas para os órgãos públicos da cidade, mas a situação continua a mesma. Com as chuvas, os riscos de desabamento aumentam. Antônio relata que quando as máquinas da fábrica iniciam as explosões, as casas chegam a balançar. “O estrondo é tão forte que chegou a afastar a parede do piso em um cômodo da minha casa”, diz.
Caixa d’água
Avidete está com medo de perder sua casa.
Além desta situação, os moradores da região ainda enfrentam os problemas causados pelo jorramento de água que sai de uma caixa d’água localizada no final da rua com o mesmo nome. Eles relatam que em dias alternados, a parte da rua cedida fica inundada, sendo este outra possível causa do afundamento do solo. “Dia sim, dia não, a água começa a encher lá embaixo sempre às 11h e às 5h30min”, explica Avidete.
Providências
De acordo com a engenheira civil da Secretaria de Obras e Serviços Públicos da prefeitura de Nossa Senhora do Socorro,
Em dois anos, metade da rua cedeu quatro metros
Gláucia Passos, já estão sendo feitas análises mais precisas no local. ”Essa situação é antiga. Já realizamos duas ou três contenções do solo na região afetada, além de elaborarmos um relatório abordando o problema”, explica.
A engenheira ainda conta que brevemente será levado um sismógrafo na localidade, a fim de estudar a intensidade das explosões e identificar as verdadeiras causas das rachaduras e do afundamento do solo. “A Procuradoria do município já está ciente de toda a situação e juntos tomaremos as devidas providências”, garante.
A Procuradoria Regional Eleitoral em Sergipe (PRE/SE) representou contra o candidato a deputado estadual Gilmar Carvalho (PSB) e a empresa Comunicação & Publicidade Multimídia por propaganda eleitoral irregular através da internet. São duas representações contra conteúdos irregulares.
Os procuradores eleitorais auxiliares Lívia Tinôco e Rômulo Almeida, que assinam ambos os textos, contam que o candidato utilizou o site NeNotícias para realizar propaganda eleitoral de sua própria candidatura. A lei eleitoral, porém, proíbe este tipo de propaganda em sites que pertençam a pessoa jurídica, caso do NeNotícias, que pertence à Comunicação & Publicidade Multimídia.
Os procuradores afirmam na representação que o candidato, embora não seja representante da empresa é o responsável oficial pela manutenção e administração do site. As matérias com conteúdo irregular destacam a declaração de apoio à candidatura de Carvalho feita por políticos do interior do Estado.
Caso o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) acate o pedido da PRE/SE, a empresa poderá ser obrigada a retirar o conteúdo propagandístico imediatamente, e o candidato Gilmar Carvalho poderá ser condenado a pagamento de multa que varia de R$ 5 mil a R$ 30 mil.
Ônibus foram queimados após quebrarem no início da manifesto
A cidade de Laranjeiras, a 23 km da capital sergipana, parou durante a manhã desta segunda-feira, 9, por causa do protesto de centenas de pessoas contra as condições do sistema de transporte. Revoltada, a população queimou três ônibus e invadiu o prédio da Prefeitura a fim de conseguir um posicionamento da Administração Municipal sobre o problema.
A manifestação começou às 5h, quando os três primeiros ônibus que fazem o trajeto daquela cidade a Aracaju quebraram. Por ser uma situação recorrente, conforme relatos de diversas pessoas que estavam no local, os moradores decidiram reagir e atearam fogos nos veículos. Nem mesmo a Tropa de Choque da Polícia Militar e o Grupamento Tático Áereo, que estiveram na cidade para controlar a situação, ficaram livres dos gritos de ordem dos populares. As chamas só cessaram com a chegada de dois carros do Corpo de Bombeiros.
População se concentrou em frente ao terminal de ônibus
Maria Rosana dos Santos, uma das pessoas que estavam no comando do protesto, diz que o sistema de transporte é precário e que diariamente os moradores travam uma verdadeira batalha para chegar à capital sergipana, onde trabalham. “Nas horas de pico você tem que lutar muito pra conseguir um ônibus. A segunda-feira é o pior dia. Tem gente que tem que dormir no trabalho no final de semana, porque se não for assim não chega ao trabalho”, relata.
Em alguns bairros da cidade, a exemplo do conjunto Manoel Prado Franco, os ônibus nem chegam a entrar. “A gente tem que caminhar mais de vinte minutos até o ponto mais próximo pra pegar o ônibus, porque as ruas estão tão esburacadas que nenhum carro entra. Quando voltamos do trabalho, ficamos no meio do caminho”, completa Rosana. “Laranjeiras esta à mercê”, afirma a moradora.
Rosana diz que veículos não entram nas ruas esburacadas
O mestre-de-obras Josué Menezes Cruz assevera a situação traçada por Rosana. Ele disse que a indignação do povo é maior pela falta de respostas por parte da Prefeitura, que deveria ser o agente responsável pela regulação do transporte público na cidade. “A população está jogada. Não existe respeito conosco: os ônibus não param nos pontos, vivem lotados e quebram sempre; carregam-nos como animais. Sempre chegamos atrasados ao trabalho. A demanda é grande, mas os ônibus não atendem à população”, acrescenta.
De acordo com ele, a situação é crítica não só nas primeiras horas da manhã, mas também no final da tarde. “Das 16h às 20h todos os ônibus ficam superlotados e não importa se é partindo daqui ou de Aracaju. A situação é a mesma nos dois lugares”, destaca.
Josué cobra o posicionamento da Prefeitura sobre a questão
Segurança
Além do transporte a população chama à atenção para a segurança da cidade e para os problemas enfrentados com as deficiências no abastecimento de água. Ginaldo Alcides dos Santos diz que nas duas delegacias que funcionam na cidade não há policiais suficientes para atender à população. “Em uma ficam apenas dois vigilantes; na outra, apenas dois policiais”, afirma. Em alguns pontos da cidade, segundo ele, a falta de água chega a durar dez dias. “A cidade está entregue às moscas”, lastima.
Prefeitura
Moradores invadiram a prefeitura a fim de falar com a prefeita Ione Sobral
Depois da chegada da polícia, que isolou a área em frente ao terminal de ônibus, onde os veículos foram queimados, a população se dirigiu à Prefeitura Municipal. Boa parte dos manifestantes invadiu o prédio [veja vídeo abaixo] na tentativa de conseguir uma audiência com a prefeita Ione Sobral, mas eles foram recebidos pela secretária de Administração Mônica Macedo. Ela disse que a Prefeitura reconhece o problema, mas que a manifestação desta segunda tinha um cunho muito mais político que social e acusou opositores da prefeita de incitarem a revolta da população.
“A população está sendo envolvida por manipuladores. O problema é real, mas estão usando-o de forma política”, disse. Mônica explicou que há um termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o Ministério
Chamas foram apagadas após a chegada da polícia
Público para tratar da questão, mas é algo que vem de administrações anteriores. A solução para o problema, segundo ela, seria uma licitação, mas para isto é necessário um estudo de viabilidade, o que vem sendo discutido com o MP. “A Prefeitura reconhece a demanda, tanto que estamos sempre conversando com a empresa. Em curto prazo, a solução só pode ser dada por ela”, ressalta.