quarta-feira, 21 de novembro de 2012

18 do Forte: população denuncia abandono de obra


No bairro 18 do Forte, moradores e comerciantes estão fechando suas portas mais cedo. De acordo com a população, a reforma da praça localizada nas proximidades do Colégio Estadual Governador Valadares está parada há mais de um mês, e a insegurança tomou conta da região. Moradores denunciam que após a quebra e retirada do entulho, a praça foi cercada e a obra, com entrega prevista para fevereiro de 2013, abandonada.
“Essa praça era o ponto de encontro de todo mundo aqui do bairro. Depois que quebraram e deixaram à toa, o pessoal parou de frequentar e os bandidos começaram a assaltar todo mundo em plena luz do dia. A gente aqui fecha às 18h por que dá medo de ficar até mais tarde. E antes fechávamos mais de 22h, por que nunca aconteceu esse tipo de coisa”, conta a cabeleireira Rosângela Costa, que trabalha em um salão próximo a praça.
Colega de Rosângela, Maria José Francisco, confirma o relato da cabeleireira. “Todo mundo aqui está com medo, principalmente os comerciantes. Seria melhor ter deixado do jeito que estava do que fazer isso com a praça, pois toda hora tem ladrão rondando o comércio. Um dia desses roubaram uma idosa que estava passando na rua, às 7h da manhã. Imagina a gente, que está aqui todo dia?”, indaga Maria José.

O lojista Kleber José da Silva explica as medidas de segurança que tomou para prevenir seu comércio. “Investi mais de R$ 2 mil fora do orçamento em um sistema de vigilância depois que minha loja foi assaltada, pois não existe nem luz nos postes. Mas se a gente não investir, o prejuízo é maior ainda”, afirma.José Paulo dos Santos, proprietário de uma barbearia na praça, destaca os casos de assalto sofridos pelos vizinhos de comércio. “Roubaram o posto de combustível da esquina e a casa de gás aqui do lado. Ainda não fui roubado, mas a gente nunca quando vai ser nossa vez”, diz.
Emurb
De acordo com a assessoria da Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb), o projeto da reforma passou por uma reformulação, o que causou a paralisação das obras na praça do 18 do Forte.
“O recurso da obra é federal, portanto o repasse é feito pela Caixa Econômica. Ela nos solicitou um maior detalhamento e uma complementação do plano, e isso nós já fizemos. Estamos aguardando a liberação da Caixa para retomar a reforma”, afirma o assessor Ademar Queiroz.

Ainda segundo o assessor, a expectativa da Emurb é de que a autorização da Caixa Econômica saia até o final de novembro. “Se não houver essa autorização, vamos trabalhar no sentido de concluir as obras até fevereiro ou março”, diz.Ademar descreve as novas instalações incluídas no projeto. “A quadra de esportes ganhará uma nova iluminação, a praça será pavimentada, serão trazidos novos brinquedos, o gradil será trocado e será construída uma área de convivência para idosos”.

Problemas são encontrados durante fiscalização no Huse


Profissionais sobrecarregados, falta de maca, medicamentos e de locais para banho. Isto é só uma parte dos problemas encontrados no Hospital de Urgências de Sergipe (Huse) por equipes dos conselhos Federal e Regional de Enfermagem de Sergipe (Cofen e Coren/SE) durante fiscalização que foi iniciada na última segunda-feira, 19, e segue até hoje, dia 20.
A iniciativa, que tem por objetivo fiscalizar a assistência prestada atualmente no local, foi motivada pela atual situação do hospital e por denúncias realizadas por profissionais que lá trabalham.

De acordo com o coordenador do departamento de fiscalização do Coren/SE, Márcio Barbosa, os profissionais do Huse não têm condições adequadas de prestar assistência à população.
“Há um número excessivo de pacientes para cada profissional, falta materiais e medicamentos, antibióticos e, inclusive, há relatos de óbito pela precariedade na assistência do serviço. Encontramos também pacientes sem prescrição, sem usar medicação necessária, utilizando macas sem colchão e sem condições de higiene por não terem onde tomar banho. Tem gente há vários dias nos corredores lotados esperando há dias por uma cirurgia”, denuncia Márcio.

A servidora do Cofen destaca que a fiscalização também possui um caráter educativo. “Intensificando nossa fiscalização, nós vamos fazer um trabalho educativo e se necessário for, judiciário. É importante destacar que, antes de tudo, nós chegamos até o gestor e mostramos que ele não está dando condições de trabalho ao profissional. Uma categoria que soma mais de 1 milhão e 800 profissionais no país, onde 70% das atividades de saúde são exercidas por eles, jamais pode ser ser tratada desse jeito", afirma.Para o coordenador, a situação é prejudicial tanto para os profissionais como para a sociedade. “No momento que você tem uma quantidade elevada de pacientes e não há um fluxo correto, não existe condições de prestar assistência de qualidade. Então o profissional de enfermagem aqui no Huse, não tem as condições adequadas, o que pode induzir a um erro que não será por culpa dele e sim, da situação instalada no hospital”, revela.

Fiscalização

A equipe responsável pela fiscalização é composta por 10 profissionais, sendo sete conselheiros e três fiscais oriundos do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Ceará. Um deles é Ana Tereza Ferreira, membro da câmara técnica de fiscalização do Cofen. Para ela, a situação é complicada e os profissionais precisam se adequar às legislações dos Corens e Cofen.

“A questão de ambiente e estrutura de logística dificulta a situação. Falta de material para o profissional trabalhar e prestar uma assistência de qualidade realmente é a parte mais grave. Não tem lugar e nem cadeira para banho, não tem dipirona e profenide. Além disso existem pacientes sem colchão e com maca enferrujada. A enfermagem que trabalha aqui põe em risco a categoria e a principalmente sociedade, pois ela não está cuidando, está só tirando da rua”, avalia Ana Tereza.
A sobrecarga no trabalho é um dos fatores que preocupa a coordenadora de enfermagem do Pronto-socorro adulto, Michelle Prado. "Costumamos dizer que a enfermagem é a linha do cuidado. Damos banho, medicação, cuidamos do paciente e propicimamos a melhora do quadro dele. Hoje temos uma sobrecarga de trabalho, pois somos um pronto-socorro de porta aberta, recebemos pessoas de todos os lugares e não podemos fechar as portas", conta.
A superintendente do Huse informa que ainda não recebeu o relatório final da fiscalização e só irá se pronunciar depois da ciência do documento.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Laércio defende a sanção de projeto que detalha impostos nos produtos




A Câmara dos Deputados aprovou essa semana o Projeto de Lei 1472/07 que determina que nota fiscal terá quantidade de imposto informada no preço final. O deputado federal Laércio Oliveira, que havia apresentado o PL 1489/2011 de igual teor, defende a sanção do projeto pela presidente Dilma Roussef. Se o PL for sancionado, em, no máximo, seis meses, as empresas deverão se adequar à lei.

O projeto é de iniciativa popular e chegou ao Congresso com a força de um milhão e meio de assinaturas coletadas pela campanha nacional De Olho no Imposto, que reuniu profissionais de todos os setores e foi conduzida pela Associação Comercial de São Paulo. O objetivo é dar transparência para o consumidor sobre a carga tributária que incide sobre as mercadorias. O PL foi aprovado pelo Senado em 2007.

O valor dos impostos deverá constar da nota ou cupom fiscal, que deve trazer o valor total de pelo menos nove tributos, a maioria deles federais. Os dados também poderão constar de painéis nas lojas.

Laércio Oliveira informou que a prática é adotada em outros países, a exemplo dos Estados Unidos, onde os tributos incidentes sobre a comercialização de produtos são reunidos em um só imposto conhecido como VAT (Value Added Tax). “Assim, o comprador fica totalmente ciente do valor de tributos que estão sendo arrecadados, pois essa discriminação vem claramente exposta em todo cupom fiscal emitido no ato da conclusão da transação. No Brasil, em alguns produtos, a tributação representa mais de 50% do valor. É importante que a população saiba o montante de impostos que está pagando”, disse.

Um terço do que se produz no país vai para o estado em forma de imposto. Em 2011, o Brasil produziu mais de R$ 4,1 trilhões em riqueza e pagou cerca de 1,4 trilhão em impostos. Esse valor poderia comprar 50 milhões de carros populares. Do total, cerca de 15% foi utilizado para pagar juros da dívida pública. Gastos com a previdência somaram cerca de 40% e as despesas com serviços públicos, como saúde, educação, segurança e investimentos com infraestrutura somou 45%.

Suspeito de estuprar adolescentes é preso em Sergipe

A Polícia Militar de Sergipe prendeu um homem de 34 anos neste fim de semana em Canindé de São Francisco, município localizado a 213 km de Aracaju. Ele é suspeito de roubos e estupros.

O homem que é natural de Arapiraca, em Alagoas, foi preso após a Polícia Civil encontrar uma vítima de estupro e roubo. Policiais fizeram um interrogatório a vítima e seguiram para o município alagoano em busca do suspeito que foi encontrado quando estava chegando em casa.

Ele foi preso em flagrante e conduzido à Delegacia de Canindé do São Francisco. A Polícia Militar informou que ele é suspeito de cometer outros dois estupros na cidade de Canindé e tem uma passagem pela polícia alagoana por cometer mais um estupro na cidade de Olho D'Água das Flores.

Candidatos a prefeitos de Sergipe têm prestação de contas divulgadas pelo TSE


Tudo que foi gasto durante as eleições 2012 em Sergipe já podem ser consultado por qualquer pessoa com acesso à internet. A prestação de contas final dos candidatos eletivos, ou seja, a vereador e prefeito que concorreram às eleições além dos partidos e comitês financeiros estão liberados pelo portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Prefeito eleito João Alves Filho fala sobre projetos para Aracaju (SE) (Foto: Denise Gomes/G1 SE)Prefeito eleito João Alves Filho (Foto: Denise Gomes/G1)
A prestação das contas públicas detalha tudo que foi gasto, arrecadado e quem realizou as doações aos candidatos. Para os casos de doação oculta, a prestação é feita geralmente por empresas que não querem que seu nome seja vinculado ao de determinado candidato. O doador então repassa dinheiro ao partido, que depois transferem aos comitês e às campanhas dos candidatos.
Só em Aracaju os cinco candidatos a prefeitos da cidade gastaram R$ 8.446.215,41 durante a campanha, conforme foi informado ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SE). O candidato eleito João Alves Filho (DEM) arrecadou R$ 5.488.400 de receita, advindas de doações do Comitê Nacional, do grupo Votorantim e de empresários e correligionários sergipanos. Já seu gasto foi de R$ 5.272.460,25.
Segundo informações da área técnica responsável no TSE, o processamento das prestações de contas ainda não foi concluído em razão do volume de contas eleitorais recebidas. Até o momento, foram concluídas as cargas dos vereadores e prefeitos eleitos no país. Entretanto, ainda estão pendentes de conclusão cerca de 80 mil prestações de contas de campanha.Como em Sergipe não houve segundo turno das eleições, os candidatos tiveram até a última terça-feira (06) para apresentar à Justiça Eleitoral suas prestações de contas finais de campanha. O mesmo prazo vigorou para comitês financeiros e partidos.
Prestação de Contas pelo interior de Sergipe
Em Nossa Senhora do Socorro o radialista Fábio Henrique (PDT) acumulou como receita um total de R$ 278.700,00 sendo gasto R$ 270.747,32. No município da Barra dos Coqueiros o prefeito Airton Martins, que voltou ao cargo de administrador municipal, gastou R$ 49.320,30 na campanha deste ano. Sua receita foi de R$ 87.150,30.
O eleitor que quiser saber a prestação de contas de São Cristóvão vai se deparar com uma curiosidade, pois apesar do candidato Armando Batalha (PSB) ter renunciado ao pleito na noite do sábado (06/10) e o partido ter colocado para concorrer ao cargo Rivanda Batalha, todo o gasto da campanha foi computado no nome do primeiro candidato. Cerca de R$ 196.554,08 foi gasto e R$ 261.154,08 arrecadado na receita.
Em Lagarto, a 45 km da capital, o empresário Lila Fraga (PSDB) ganhou e gastou o mesmo quantitativo, cerca de R$ 307.829,21. Em todos os casos da prestação de contas pelos oitos principais municípios do interior do estado, não houve à entrega da prestação de contas à Justiça Eleitoral por parte dos comitês financeiros e diretórios municipais, apenas por parte dos próprios candidatos.
Tabela da Prestação de Contas Eleitorais – Eleições 2012 – Sergipe

Carro capota após colidir em árvore na Coroa do Meio



Foto: Portal Atalaia AgoraCom o impacto da batida a segunda árvore foi arrancada 
Na madrugada desta segunda-feira (19) um carro de passeio capotou na avenida Mário Jorge Vieira, bairro Coroa do Meio, no sentido Centro - Orla de Atalaia. O carro colidiu em uma árvore, com o impacto capotou e arrancou uma das árvores do canteiro central.

No interior do veículo estavam cinco pessoas, quatro homens e uma jovem, que foi socorrida por familiares com ferimentos leves. De acordo com populares, o motorista alegou que perdeu o controle da direção e por isso colidiu na primeira árvore.
Ainda segundo populares, o condutor não estava com sinais de embriaguez. O Corpo de Bombeiros foi acionado para verificar se havia risco de vazamento de combustível. O veículo foi removido por um guincho acionado pelo motorista.

Polícia acha carga de TV e ar-condicionado em Itabaiana


As televisões de LCD estão avaliadas em 1 milhão de reais
(Foto: Gilson de Oliveira)
Após denúncia, policiais civis e militares encontraram uma carga de TV LCD em um galpão da rua Antônio Oliveira, bairro Porto na cidade de Itabaiana.  Denúncias dão conta de que os aparelhos de TV são procedentes do município baiano de Feira de Santana, na Bahia.
A carga, com cerca de 698 TVs de 32, 42 e 47 polegadas, todas da marca Phillips, está avaliada em R$ 1 milhão. Junto com os aparelhos, os policiais encontraram caixas de tênis e camisas esportivas, além de caixas de xampu e aparelhos de ar-condicionado do modelo split.
Fato foi registrado no sábado, 17 e a polícia já identificou os responsáveis pelo galpão.